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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quem adoece primeiro? O corpo ou a alma?



"Quem adoece primeiro: O corpo ou a alma?

Uma entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. Em 10 de março de 2009.

"Quem adoece primeiro: O corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende.
Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.


A Saúde e as Emoções

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.


Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.


Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.


Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.


A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contrato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo. Tornamo-las negativas quando as reprimimos.


Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração.

Que difícil!

Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básicas são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.


Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.


E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida. Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.



Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústica?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe azul fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no “deveria ser”, e não somos nem uma coisa nem outra. O estresse é outro dos males de nossa época. O estresse vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém.

O estresse destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom estresse é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.


O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.


O que é para você a felicidade?
É a essência da vida.É o próprio sentido da vida. Encarnamos para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência.


Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter.
Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade.
E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.


Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem.

Primeiro cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.

Segundo, cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.

A terceira ilusão é o poder; cremos ter o poder infinito de viver.



E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?
O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora.

O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há deslocamento, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia.

Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco. Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama.

Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutose já te queimas o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.


Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre.

Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração.

Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é : amar-se a si mesmo e ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás te apegando,estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações."

Beijos no coração!
Namastê!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Être moi...


Olhando um caderno de um curso de Francês que fiz em 1997, achei um poema que escrevi para uma aula (o meu único poema)... abaixo cito ele em Francês e traduzo... o incrível é que 13 anos atrás eu já sentia o que sinto hoje... :(

Être moi...!
Je pense, je pleure, je suis fatigués d'être...
d'être moi...
d'être un être...
Qui sent, qui parle, qui pense, qui soufre, qui rit, qui pleure et qui aime.
Je veux vivre sans avoir que sentir tout at rien.
Je veux seulement...
... être moi!

Ser eu...!
Penso, choro, estou cansada de ser...
de ser eu...
de ser um ser...
Que sente, que fala, que pensa, que sofre, que ri, que chora e que ama.
Quero viver sem ter que sentir tudo e nada.
Quero apenas...
... ser eu!
Ju Montanari

Namastê!
Beijos no coração!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Temascal...

 

 

Ontem, 30/07 tive a imensa e grata possibilidade de participar pela primeira vez (e garanto que não será a única) de um Temascal, quero nesse momento explicar para você no que consiste esta vivência...

Temascal ou Tenda do Suor

A Purificação Integral

Para as pessoas que já participaram da "tenda do suor" indígena, também conhecida como Temascal, encontrar uma Terapia assim (completa), foi o fim de uma grande e longa "busca" e o início de um grande "encontro" e  aprendizado. O propósito desta cerimônia é a purificação do corpo, mente, emoções e espírito.

O Temascal é uma antiga tradição indígena, que no idioma Náhuati significa: "Casa de Vapor". Esta "casa", também conhecida como INIPI, é o local onde oferecemos a água de nosso corpo para a Mãe Terra. Tradicionalmente é confeccionada com Salgueiros, e estes se dobram para dar uma forma circular  a Tenda (como um Iglu ou tendo a forma semelhante a uma nave espacial). Os mourões de salgueiros são utilizados para formar a armação da tenda. O salgueiro por ser a árvore do amor é a preferida, porém podem ser utilizadas as nativas, como bambus, por exemplo. Deve ser construída em um local distante de moradias ou do barulho da cidade, preferencialmente em locais com grama, próximo a árvores, a um lago, rio ou cachoeira.

A porta de entrada da tendas normalmente fica voltada para o Leste ou Oeste, dependendo da intenção do Temascaleiro. A tenda é construída diretamente sobre a terra, tendo um buraco no centro. A armação da tenda é recoberta por lonas.

A Cerimônia trabalha nossa harmonia com os  4 Elementos. Desde as primeiras horas do dia, numa grande fogueira, o fogo sagrado esquenta as pedras, também chamadas de anciãs.

Os participantes começam a vivência fora da Tenda com vários "exercícios" de alinhamento, meditação e de sintonização com os elementos. No fim da tarde as pedras já estão aquecidas  e os participantes se encaminham para o local. As pessoas reúnem-se na fogueira, onde são feitas evocações, e saudações ao fogo.

Descalças, as pessoas vão entrando em fila na tenda, é necessário que as mesmas se ajoelhem ao chegar na porta, ajoelhados se curvam trazendo mentalmente o que deseja buscar, esclarecer ou aprender com essa vivência, e ocupa um lugar dentro da tenda dirigindo-se no sentido horário, sentando em círculo, ao redor do buraco estrategicamente deixado ao centro. Na Tenda,  todos ficam em contato com a Terra e acolhidos  no ventre de "nossa mãe" a vivência tem seu início.

Depois as pedras (anciãs) são convidadas a entrar  e  são colocadas no buraco ao centro da Tenda pelo "homem de fogo" que tem a função de cuidar da fogueira e das pedras do lado de fora.

É importante lembrar que as pedras guardam registros da Terra.

A porta é fechada,  e dentro da Tenda,  ficam os participantes, as pedras e o Temascaleiro (que fica sentado em frente ao buraco das pedras) e este tem como instrumentos uma tigela com água, algumas ervas e muita experiência e intuição, pois é ele  o responsável pelo andamento da cerimônia. São invocados os poderes das quatro direções, animais de poder, canções, preces, etc.

A vivência dentro da tenda deve acontecer ao entardecer, onde a escuridão será total, assim as pessoas poderão avivar todos os sentidos e absorver as diversas sensações proporcionadas.

Quando a água entra em contato com as pedras incandescentes, gerando um vapor muito especial e aromatizado por ervas medicinais, o vapor começa a subir tomando conta da tenda, elevando a temperatura de forma intensa. Neste momento, através da própria elevação da temperatura do ambiente, as pessoas começam a suar purificando seu corpo. A purificação é sentida e vivenciada em todos os níveis.

No Temascal geralmente realizam-se 4 etapas (ou portas) e cada uma tem um significado e propósito específico.  Trabalha-se também com as 4 direções sagradas (norte, sul, leste e oeste). O LESTE representa a nossa criança interior, nossa inocência esquecida. O SUL é o jovem aventureiro, aquele que não tem limites e nem medo de arriscar. O OESTE é o nosso adulto, o que toma a responsabilidade de sua própria existência, o que planifica e organiza para conquistar suas metas, objetivos e propósitos de vida; e o NORTE representa o ancião, aquele que aprendeu com a vida e conquistou a sabedoria.

Nesta cerimônia podemos sentir que a Terra tem vida. Entrar na tenda é nascer de novo, une-se o espiritual com o mental, aprendemos a abrir o nosso espírito, a ser pacientes.

A INIPI é uma cerimônia de cuidados e purificação. Abre nossos poros para liberar toxinas.

Ela simboliza o retorno ao útero da mãe. Uma tenda do suor, sem a cerimônia é apenas quente. Com a cerimônia estaremos unidos a Terra, nos convertemos em parte integrante da Terra. Na INIPI nos concentramos na purificação do físico, da mente, das emoções, do espírito.

Ao final da invocação o Temascaleiro e entoa várias canções despeja o resto da água nas pedras e há um período sem cantoria. Todos depois saem, onde uns vão beber água, outros se agacham perto da fogueira.

Segundo Lerix (Temascaleiro do Condor Blanco): "Esta é uma cerimônia de purificação e harmonização de nossos corpos físico, emocional, mental e espiritual. É uma viagem profunda até uma consciência infinita, a consciência de saber entender, compreender e recordar que somos parte deste Planeta. Conscientes "disso" viveríamos em harmonia com a natureza e automaticamente estaríamos em harmonia com os outros e com nós mesmos (nossa própria natureza). Quando saímos do Temascal somos como crianças recém nascidas, saindo da escuridão do INIPI até a LUZ do fogo infinito, levando dentro de nós o que sempre foi nosso: a inocência, a harmonia de nossos corpos e o amor entre nós; e deixamos dentro da Tenda aquilo que não nos pertence e que já não precisamos pra viver."

Durante a Cerimônia também são realizados cantos de poder, fala-se também sobre os ALIADOS de poder e se compartilha do poder do silêncio. Uma cerimônia onde são trabalhados constantemente nossos sentidos, em níveis internos e externos e também nosso poder de adaptação, entrega, nossa humildade e aceitação.

Uma Terapia Integral - Os benefícios para o corpo físico são vários, dentre  eles: *Tonifica a pele; *Diminui problemas ósseos; *Limpa as vias aéreas melhorando problemas com a respiração; *Desintoxica o sistema digestivo; *Melhora sintomas pré-menstruais; *Ajuda a relaxar o corpo e a mente; *Diminui o stress; *Estimula a circulação sanguínea; Limpa e beneficia a pele; *Hidrata e ajuda a diminuir problemas com os cabelos; *Ajuda a baixar peso, etc.

Em níveis emocionais: *Auxilia em casos de depressão, inseguranças, instabilidades emocionais e medos; *Promove a auto-aceitação; *Ajuda a recuperar o amor próprio e a reconhecer  nossas forças internas, nosso poder e coragem, entre outras coisas.

Quantas vezes na vida gostaríamos de encontrar  em uma única Terapia (ou Cerimônia) os benefícios de uma purificação física, emocional, mental, que nos dê  mais felicidade e abundância e  que nos coloque em conexão com a natureza?

Um mergulho na sua essência

 

A humanidade afastou-se da Mãe Terra, porque nos afastamos de nós mesmos. Muito avançamos em tecnologia e, embora, hoje vivamos mais que nossos ancestrais, parece que não vivemos melhor. Existe a sensação de que quanto mais sofisticados nos tornamos mais deslocados nos sentimos. Mais estressantes tornaram-se as relações entre pessoas e do próprio indivíduo consigo mesmo.

Já é tempo de suavizarmos nossa caminhada neste plano físico.

Vivemos os tempos de amorosamente retornar à unidade com o meio em que vivemos, de aceitar que somos parte de um todo mais amplo e reencontrar a harmonia em nossos corações.

A experiência do Temascal ou Tenda do Suor, permite a sua reconecção com a natureza, a reconecção com sua essência.

 

Beijos no coração!!!!!!!!!!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Pedagogia do Autoconhecimento

Olá a todos....
Nó último dia 06, fizemos a última aula de Pedagogia do Autoconhecimento com a areia verde, agora passaremos a um novo estágio, com a areia azul... porém, para finalizar essa fase, nos foi solicitado que fizéssemos uma análise do que aprendemos no decorrer do curso... abaixo segue o meu depoimento...
 
 

Pedagogia do Autoconhecimento

 

Quando busquei o curso de autoconhecimento, o meu desejo era fazer algo que não estivesse ligado diretamente ao profissional, social, etc., apenas algo diferente do dia-a-dia e em prol de mim, vi a propaganda do curso e me interessei, mas não imaginava ao certo o que ia aprender, não conhecia o Ser Integral e menos ainda as pessoas que encontraria no mesmo. Fui na apresentação do curso e me encantei de cara com tudo, o lugar, as pessoas, as possibilidades...

Um ano depois cá estou eu me "obrigando" a escrever sobre isso, sim, me obrigando, porque tenho um prazo e a inspiração necessária não anda comigo.

No início tudo era muito novo, nas primeiras aulas as mudanças percebidas foram muito claras para algumas pessoas do meu convívio e para mim mesma. A tranqüilidade adquirida, o desejo de ser melhor, de fazer melhor, a consciência do amadurecimento, e o lamento por perceber que me deixei levar por situações, adquirindo com o passar dos anos, algumas atitudes e uma personalidade corrompida, que não aprovo.

Sempre me interessei e li muito, sobre assuntos acerca do ser humano, aquilo que não faz parte do currículo escolar, a mente, o espírito, a emoção, o subconsciente... Saber, já sabia o quanto nosso pensamento influência nossa vida, mas ter a possibilidade de viver com palavras que acentue isso, é magnífico. Ter noção de o quanto nosso passado, direciona nosso presente e futuro, é intrigante. Estar ciente de que você pode fazer o bem ou o mal a alguém é comprometedor. Mas acima de tudo, saber e sentir que você pode fazer por você o que desejar, é perfeito.

A cada aula o aprendizado do "eu", e a necessidade de viver isso no dia-a-dia, no trabalho, com a família, na sociedade, sobre o amor, sobre a amizade, com as emoções, com as limitações, com os desafios, com a saúde... a completa ligação do que se estava aprendendo, com a vida.

Hoje posso tratar as situações de uma forma mais calma e esclarecida, estou aprendendo ainda e nem sempre consigo a concentração necessária, mas sei que tudo o que acontece, posso decidir se quero que me afete ou não.  Não me permito mais ser pessimista, ou desistir das coisas que almejo, mesmo em pensamento.

Estou aprendendo a entender meus desejos, minhas frustrações, meus medos, minhas dores, minhas necessidades, assim, aprendendo também a entender o próximo.

Já vivenciei muitas fases no último ano, e com os conhecimentos adquiridos, quis mostrar a outras pessoas o que significava presenciar cada aula, em vão, só participando delas ouvi e percebi porque simplesmente cada um deveria por si, despertar pela busca desse tipo de conhecimento, desse conhecimento eletizado, como cita o Waldir. Não me sinto melhor por descobrir isso, lamento por saber que ainda existe muita gente a despertar ou não, por esse caminho, mas não deixo que isso mude minha forma de absorver e pensar sobre o que aprendo.

Tenho plena consciência de que se não houver determinação e força de vontade para mudar meus paradigmas, as coisas vão continuar como sempre foram, nada acontece da noite para o dia, e nada vem de graça. Se quero ser melhor, se quero ajudar alguém, em todos os sentidos, tenho que viver isso em todos os momentos possíveis, até que isso se torne parte de mim.

O Waldir e a Rosângela são duas pessoas iluminadas, hoje sei que cruzei o caminho deles, e que passei a conhecer o Ser Integral no exato momento que isso deveria acontecer na minha vida.  

Não há como resumir o que aprendi e desenvolvi nesse curso, mas uma frase pode ser usada, "a fé move montanhas", mas não me refiro a fé em um Deus idealizado, independente daquele que você estiver pensando, me refiro a sua luz, a fé que você tem dentro de você, aquela do seu pensamento, seja ele construtivo ou destrutivo, negativo ou positivo, aquela fé que faz seu mundo girar, que faz as coisas acontecerem ou não na sua vida, que realiza ou não desejos, que ameniza ou não dores, que te faz ou não, sonhar...

 

 

Espero que o que eu aprendi e demonstrei nas linhas acima...possa ajudar a outros....
Beijos no coração!